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segunda-feira, abril 19, 2004

Telejornais Adenovíricos 

Calculo que haja muita gente a emagrecer. Isto porque deve haver muita gente a não conseguir jantar. E porquê? Porque os telejornais enchem-nos a mesa de pneumonias adenovíricas, mortes de crianças, anestesias letais, etc.. Alguém consegue comer a ouvir isto?
Não haverá um telejornal que se possa limitar a dar as notícias uma só vez? Porque razão temos que ser bombardeados com histórias de carnificina nos nossos hospitais?

Somos os melhores do mundo e arredores... 

Sempre pensei que este país tivesse algumas dificuldades. Principalmente agora, que se fala tanto de crise.. Há uma crise ou não? Ainda não consegui perceber. No entanto, alguém decidiu massacrar-nos o juízo com uma campanha radiofónica (presumo que também televisiva e em outdoors) pejada de elogios aos Portugueses. Até é bom sermos elogiados de vez em quando, mas dizerem que somos os maiores não é um pouco demais? Quem foi o energúmeno que mandou dizer que temos das melhores estradas da Europa??? E quem foi o atrasado mental que mandou dizer que temos tido um fantástico crescimento do PIB per capita???? Eles saberão o que é o PIB e como se calcula? E per capita, saberão o que é? Ou só se referem às capitas deles?
Usarem a frase "só neste país" é, além de tudo, um erro de marketing. Todos nós usamos a mesma frase quando queremos dizer mal, nunca quando queremos dizer bem. Exemplo: "só neste país é que rebentamos os pneus do carro de cem em cem metros" ou "só neste país é que esperamos horas numa repartição pública até sermos atendidos" ou ainda "só neste país é que os políticos andam a 200km/h impunemente". Percebem a ideia?
Dizer, a propósito do 25 de Abril, que crescemos nos últimos 30 anos de uma maneira louca, e que este país está no top ten da modernidade é atirar poeira aos olhos das pessoas! Apelo à união para os fazer engolir essa poeira. Mas de uma forma civilizada, já que crescemos imenso nos últimos 30 anos, em todos os aspectos...

O regresso da Manta 

Estou de volta!

Peço desculpa a todos quantos têm visitado este blog nos últimos tempos, em busca de novos posts. Houve um interregno, mas estou de volta. Agradeço os vossos pedidos de regresso!

terça-feira, janeiro 20, 2004

Por estradas nunca antes esburacadas 

Acessos. Ultimamente só se fala dos acessos. Principalmente dos acessos aos estádios novos, aqueles do Euro. Já há estádios, o difícil agora é chegar lá. Há muito boa gente que vive a 100 metros do estádio da luz e sai de casa na véspera do dia dos jogos, para ver se chega a tempo de ver a segunda parte. Os aveirenses já começaram a escavar túneis, directos do centro da cidade para o relvado, de onde emergem como toupeiras. É a maneira mais rápida de entrar no estádio. E a única.
No entanto, não nos referimos só aos estádios quando falamos de acessos. Que dizer dos acessos ao centro de Lisboa? De momento, só me ocorrem coisas boas para dizer. Boa trampa, boa porcaria, boa m**da, e por aí fora. Só aquela fantástica obra do túnel do Marquês (já parece a ideia de Aveiro..), por si só, retira a sanidade mental a milhares de pessoas diariamente. Está tudo muito bem sinalizado. Só que está em código e por isso não entendemos. Por exemplo: se no chão estiverem aquelas setas a apontar para a esquerda, dando a entender que a faixa em que nos encontramos vai terminar e devemos encostar-nos à esquerda, o que devemos pensar? Que devemos encostar à esquerda? Claro que não, isso seria óbvio demais. A faixa que vai acabar é precisamente a outra e devemos sim encostar à direita. Fácil não é?
É simples de imaginar a dimensão das filas de carros naquela zona. São filas intermináveis. Mesmo assim, e estando estas filas paradas durante imenso tempo, alguém decidiu pôr semáforos a regular o escoamento do tráfego. Mas qual escoamento, suas antas???! Não vêem que só piora? Às vezes interrogo-me se as pessoas que regulam estas coisas vivem o dia-a-dia. De certeza que passam o dia a fazer bonecos no escritório e vão trabalhar de helicóptero. Eu sei o que lhes fazia. Punha-os no dito túnel, enchia-o de água e fechava as "portas". Teríamos uma espécie de "Finding Nemo" no túnel do Marquês, com uma ligeira diferença: neste caso queria lá saber onde estavam os "Nemos".

segunda-feira, janeiro 19, 2004

Por Maiores 

A educação também se constroi a partir de pequenas coisas. E há pequenas coisas que nos podem bulir com os nervos, levando-nos a ter acessos de raiva.
Serve o presente para narrar a minha ida a um restaurante da capital, ao almoço de hoje. Restaurante não muito afamado, mas bem referenciado, ou não viesse plasmado no guia do 'Expresso' como sendo bom e não muito caro. O 'não muito caro' dá-me logo vontade de correr o crítico gastronómico à chapada. Ele vai lá, come e bebe o que lhe apetece, apresenta a conta ao jornal e no fim escreve umas coisas, muitas das vezes ao correr já ébrio da pena.. Esquece-se que a nós nos sai do bolso, e média salarial nacional não se mede pelos ordenados dos Eurodeputados. Quanto ao ser bom, até o é. Mas não passa disso, bom, por oposição a 'não é mau'.
Enfim, o pior veio no fim. Quando me apresentaram a factura vinha errada. A favor da casa, claro está. Se há coisa que me irrita são este tipo de erros. Chamei a empregada e mostrei-lhe o erro. Num devaneio mental, esperei que ela me fosse pedir desculpas. Mas claro que não só isso não aconteceu, como ainda foi corrigir a factura com um ar de que me estava a fazer um grande favor. Deu-me vontade de lhe fazer um penteado novo com o molho da carne.
Escusado será dizer que não deixei gorjeta. 'Serviço incluído'... e com serviço deste, bem podem limpar as mãos à parede..

quinta-feira, janeiro 15, 2004

TV Nostalgia 2, a sequela 

Decidi continuar com este revivalismo. Não quero ser injusto para muitos programas, por isso, há medida que me vou lembrando de alguns, faço-lhes aqui justiça. Desafio-vos igualmente a dizerem-me quais eram os vossos programas preferidos na infância.
Não podemos esquecer o "Sítio do Pica-pau Amarelo". Toda aquela trupe, com a Cuca e o Saci Pererê, marcaram muitas manhãs televisivas. E que dizer do "Agora Escolha!"? Vera Roquete no seu melhor (e único) programa. Que saudades do Bloco A e do Bloco B. Os blocos agora são outros, mas não falemos de política...
Isto não pretende ser a Sic Gold dos blogs, mas lembram-se das "Golden Girls"? E da "Maude"? Eram da mesma época do "Alf". Mais antigos eram "Cagney e Lacey", "Dempsey e Makepeace", "Columbo" ou "Devlin Connection". Enfim, outros tempos.
Qualquer dia volto com mais...

quarta-feira, janeiro 14, 2004

TV Nostalgia 

Ando muito preocupado com a miudagem. Os putos de hoje em dia devem sofrer horrores. Ou então nem sabem o que é bom. Já repararam bem nos programas televisivos que lhes são dedicados? Não lembra a ninguém! É tudo de uma violência extrema, sem piada nenhuma e sem provocar o mínimo sorriso que seja. Além disso, quando se trata de programas apresentados por alguém, normalmente um adulto, parece que têm gosto em tratar as crianças como atrasados mentais. "Então, gostaram? Estes bonecos eram pequeninos e azuis, que giros.." Então os miúdos não sabem ver que eram pequeninos e azuis?!
Enfim, sinto uma grande saudade de todos os programas que preencheram o meu imaginário infanto-juvenil. A título saudosista, gostava de relembrar aqui alguns. Se bem se lembram, tínhamos aquelas manhãs de fim-de-semana repletas de desenhos animados e grandes seriados. Tudo antecedido por um brilhante "Tv Rural", com o grande Engº Sousa Veloso. Bem sei que não era dirigido à miudagem, mas querem melhor comunicador do que este homem? Parece que o estou a ver a dissertar sobre a Pêra Rocha ou a Maçã Golden.
Depois tínhamos toda uma variedade de desenhos animados. Recordo com saudade "Bocas", "Bananaman", entre muitos outros. E havia coisas que já não se fabricam, como os inesquecíveis Marretas. Isto marca uma geração. O Cocas, o Gonzo, o cozinheiro Sueco e todos os outros são nossos amigos de infância..
As séries que víamos tinham outra qualidade.. Adorava ver o "Automan", que tinha o seu amigo Cursor, a "Galactica", o "Espaço 1999", "A-Team", o "Verão Azul", os "3 Duques".. Enfim, a lista podia não ter fim. Uma palavra de apreço também por Vasco Granja que, depois de nos espetar com bonecada de Leste, nos presenteava sempre com um Bugs Bunny ou um Daffy Duck.
Meus amigos, disto já não há...

terça-feira, janeiro 13, 2004

Xiii, esqueci-me.... 

Isto não tem nada a ver com o caso divulgado hoje do esquecimento Ministerial (o ministro que se esqueceu de declarar rendimentos...).
Até compreendo, eu também me esqueci de declarar todos os meus rendimentos. E esqueci-me de entregar a declaração. E quando vieram os avisos e as ameaças das Finanças, esqueci-me de ler os postais. Que cabeça...
Ainda ontem fui ao supermercado, peguei em tudo o que precisava e, ao sair, esqueci-me de pagar. Só me lembrei quando dois senhores muito grandes me levantaram pelos braços.
Isto está sempre a acontecer-me. Hoje de manhã abasteci na bomba de gasolina e arranquei. Esqueci-me de pagar... Deve ser do stress a que estamos sujeitos nos dias de hoje.
Enfim, aconteça o que acontecer, um esquecimento não é mal nenhum. O pior é quando também nos esquecemos de corrigir as coisas depois de nos lembrarmos...

segunda-feira, janeiro 12, 2004

Telejornais, a seca 

O meu prémio para a coisa mais chata do momento vai para os telejornais. Não tanto pelas notícias que nos dão (enfim, as coisas acontecem mesmo, eles não inventam tudo), mas sim pela quantidade enorme e absurda de vezes que nos dizem a mesma coisa. Temos que gramar com a notícia a abrir, depois em desenvolvimento, depois a meio do telejornal, ainda lá voltam no fim, e passa umas 57 vezes em rodapé (aqui numa variante com bastantes erros ortográficos). Como se não bastasse, repetem no dia seguinte. Porque insistem em tratar-nos como atrasados mentais? Nós ouvimos à primeira! Faz-me lembrar a seguinte anedota:

Um fulano vivia sozinho até que decidiu que a sua vida seria melhor se tivesse um animalzinho de estimação como companhia. Assim, foi a uma loja de animais e disse ao dono da loja que queria um bichinho que fosse incomum. Depois de algum tempo de discussão, chegaram à conclusão que ele deveria ficar com uma centopeia. Centopeia seria mesmo um bichinho de estimação incomum... Um bichinho tão pequeno, com 100 pés... é realmente incomum!!! A centopeia veio dentro de uma caixinha branca, para ser usada como casinha... Bom... ele levou a caixinha para casa, arranjou um bom lugar para colocar tão pequenina casinha, e achou que o melhor começo para a sua nova companhia seria levá-la a tomar uma cervejinha... Assim, perguntou à centopeia, que estava dentro da caixinha:
- Gostavas de ir comigo ao Bar tomar uma cerveja?
Não houve resposta da sua nova amiguinha....
Meio chateado com isso, ele esperou um pouco e perguntou de novo:
- Que tal ir comigo ao bar tomar uma cervejinha, hein?
De novo, nada de resposta da nova amiguinha...
Ele esperou mais um pouco, pensando e pensando sobre o que estava a acontecer... e decidiu perguntar de novo. Mas desta vez, chegou bem perto da caixinha e gritou:
- EI, Ó SURDA!!! QUERES IR OU NÃO COMIGO AO BAR TOMAR UMA CERVEJA?
Uma vozinha veio lá de dentro da caixinha:
- Dasse!!! Ouvi à primeira! Estou a calçar os sapatos!!!

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